Diferente
do canto de entrada, do qual a Instrução Geral do Missal Romano assinalava
quatro funções, o mesmo documento se contenta em mencionar que um canto
acompanha a procissão dos dons. Na IGMR, 50, lemos: “O canto das oferendas
acompanha a procissão das oferendas e se prolonga pelo menos até que os dons
tenham sido colocados sobre o altar.”
Não
é um canto para oferecer o sacrifício: a única oferta é Jesus Cristo, e nós,
“por Ele, com Ele e nEle”, em sacrifício vivo e santo; é, sim, canto para
apresentar os dons e preparar a mesa do altar, após a liturgia da Palavra...
Por isso, evitar os “cantos de ofertório”.
Momento
com muitas possibilidades, dependendo da solenidade ou da festa: um hino a
Jesus Cristo, ao Espírito Santo, a Maria ou outro; um solo de órgão ou outro
instrumental, um dueto vocal, o coro, além de responder cantando à oração de
bênção: “Bendito sejais, Senhor Deus do Universo...”.
Ainda
na IGMR, nada se diz sobre o conteúdo e os textos deste canto. Descreve
detalhadamente os ritos de preparação dos dons que o canto deve acompanhar:
como preparar a mesa do altar e nele desdobrar a toalha; como os fiéis, vindos
da assembleia, trazem o pão e o vinho que são recebidos pelos ministros e
colocados sobre o altar etc. Outros dons podem ser oferecidos, mas não são
colocados sobre o altar.
Como dissemos, o ofertório da Missa não acontece neste momento. Aqui temos a apresentação das oferendas, dos dons. O ofertório da Missa, propriamente dito, acontece depois da consagração. Vejamos o exemplo da oração eucarística II, a mais comum que utilizamos:
"CC.: Celebrando, pois, a memória da morte e ressurreição do vosso Filho, nós vos OFERECEMOS, ó Pai, o pão da vida e o cálice da salvação; e vos agradecemos porque nos tornastes dignos de estar aqui na vossa presença e vos servir.
T: Recebei, ó Senhor, a nossa OFERTA!"
As preces eucarísticas seguem e só ao final o presidente eleva o Corpo e o Sangue com as palavras: "Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre". É o próprio Cristo, Sacerdote, Altar e Cordeiro, que se oferece a Deus por nós.

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